sexta-feira, 14 de outubro de 2016

B.O.B. - Bug Out Bag
B.O.B. - Bug Out Bag 

Em uma situação de evacuação ou espera por resgate, é essencial que o sobrevivente possui meios de se manter bem ao menos nos primeiros momentos da crise em que está. Com isso em mente, muitos sobrevivencialistas montam um kit conhecido como Mochila de fuga ou BoB: Bug-out-Bag. Esse kit consiste em uma bolsa ou mochila que contêm itens essenciais para a sobrevivência e um mínimo de bem estar durante 72 horas (ou seja: 3 dias). Tendo isso em mente que itens você selecionaria para sua mochila de fuga? A lista de itens a serem carregados varia de acordo com as necessidades de cada indivíduo e ao cenário de crise que ele está submetido, mas ainda há alguns princípios que norteiam a construção deste tipo de kit e é sobre isso que este artigo ira tratar.


Conceito

Como dito acima, a mochila de fuga contêm itens para sua sobrevivência e comodidade por 72 horas. Seguindo a regra sobrevivencialista dos "3", sabemos que as primeiras preocupações serão com saúde, abrigo, hidratação e alimentação. Em seguida seu kit deve ajudá-lo na construção de um abrigo, criação de fogo, sinalização dentre outros. Logo é importante contar com itens e ferramentas para cada uma dessas necessidades.

Ao escolher os itens de sua mochila, dê preferência aos itens que tenham múltiplas funções, sejam compactos, leves, resistentes e, principalmente, funcionais.


Note que alguns destes itens talvez já existam em seus EDCs, mas serão citados por sua relevância. os itens de EDC não citados abaixo, ainda assim podem ser somados ao BoB como celular, carteira, etc.

 
A mochila

Embora frequentemente mencionado o uso de uma mochila, o container do kit (ou seja o que vai "conter" o kit) pode ser também uma bolsa ou mala. Os principais critérios para a escolha do container são o espaço de armazenamento, a resistência, o quão discreta ela é e o nível de facilidade de deslocamento com ela.

Outros itens ainda podem ser levados em conta como impermeabilidade, distribuição inteligente de bolsos, segurança da bolsa e etc, mas são quesitos secundários e não são o foco para a escolha da mochila ou bolsa.


Saúde

✔ Kit de primeiros socorros: Item essencial para pequenos problemas de saúde como dores, inflamações ou pequenos machucados.

✔ Itens de higiene: Escova e pasta de dentes, sabonete, desodorante. é importante se manter limpo para evitar possíveis complicações.

✔ Roupas extras: Pelo menos um conjunto de roupas extras, guardadas em um plástico para mantê-las limpas e secas. isso é importante para a manutenção da temperatura corporal, para se manter seco e protegido contra insetos.

✔ poncho ou cobertor de emergência: Também para lidar com a manutenção da temperatura.


Abrigo

✔ Lona: um pedaço de lona de tamanho razovel pode ocupar um espaço mínimo se for bem dobrado. A lona pode ser usado para se montar um abrigo provisório, dentre outras funcionalidades.

✔ Corda: outro item que pode ser guardado em grandes quantidades ocupando um espaço mínimo. A corda pode ser usada para a criação do abrigo provisório e outras utilidades.

Mosquiteiro: muito usada no norte e no nordeste, são redes finas usadas para impedir a passagem de mosquitos e outros insetos.


Hidratação

✔ 2 litros de água por pessoa por dia: Se for possível, também é interessante ter pelo menos 1 litro a mais para limpeza.
✔ Container para água: Pode ser um cantil, garrafa, saco plástico, camisinha não lubrificada ou outros equipamentos que permitam carregar água.
✔ Purificação de água: Tenha a mão meios de purificar a água, como filtros de papel ou tecido, pastilhas de cloro, água sanitária, etc.
 

Alimentação

✔ Comida rápida: Barras de cereais, comida desidratada, liofilizada ou qualquer alternativa que possa ser guardada ocupando pouco espaço e que possa nutrir suficientemente.
✔ Kit de cozinha: Existem versões de acampamento de kits pequenos com panelas, talheres e até pequenos fogareiros a gás que podem dar um pouco mais de liberdade e conforto ao preparar alimentos.

 
Sinalização

✔ Apito: O apito tem uma função importante para a sinalização de ajuda. um exemplo claro é mostrado no filme Titanic, quando a Rose usa o apito para chamar o bote de resgate, uma vez que ela não conseguia gritar.

✔ Espelho/laser: Função similar a do apito, este gera uma sinalização visual usando a luz do sol (espelho) ou uma luz artificial (podendo ser um laser, lanterna, fogo, etc).

✔ Sinalizador específico: Seja em forma de fogo de artifício, gerador de fumaça colorida ou lampada elétrica, também servem para indicar sua posição.

 
Utilitários

Por fim, há outras ferramentas que devem ser levadas em consideração para tarefas em geral nessas 72 horas:

✔ Criação de fogo: Um isqueiro, vela, lente de aumento, pederneira, barra de magnésio, iscas para fogo (como tiras de tecido ou borracha) e etc.

✔ Multi-ferramenta: uma multi-ferramenta, seja uma gerber, um canivete e etc pode auxilia-lo nas múltiplas tarefas que possam surgir.

✔ Faca/canivete: O importante aqui é você possuir uma lâmina principal que lhe permita realizar cortes sem maiores dificuldades. também pode ser usada como arma se necessário.

✔ Lanterna: para gerar luz durante a noite além da função já citada acima de sinalização.

✔ Rádio: é importante se manter informado e uma forma prática em caso de emergências envolvendo toda uma região é ficar antenado nas transmissões de rádio.

✔ Mapa Local: para o planejamento de rotas e o mesmo já pode conter anotação como pontos de encontros marcados previamente, locais seguros, etc.


Particularidades

Não considere a lista de itens acima como uma lista perfeita e completa para toda e qualquer situação. Ela é apenas um guia geral de exemplos dentro das categorias essenciais do kit citadas acima.

Ao montar seu kit, leve em consideração suas necessidades pessoais. Se você tem asma ou alguma outra doença que precise de remédios frequentes, lembre-se de incluí-los. Se você for médico, seu kit de primeiros socorros pode ser maior, ou menor! Ou seja: analise suas reais necessidades antes de montar seu BoB e então mãos a obra.

O BoB deve já estar armazenado e pronto para o caso de você precisar usá-lo. Sendo assim monte-o e guarde-o assim que possível. Se preferir você pode ter um BoB em casa, outro no carro, outro no trabalho e etc para estar preparado para uma possível evacuação onde você estiver.

Considere também que múltiplos BoB podem ter tamanhos diferentes e serem constituídos de itens diferentes. Um BoB que você carregue consigo, deve ser pequeno e leve, enquanto um que permaneça no carro pode ser maior e mais pesado.

 

O país passou por mudanças...

Algumas boas outras nem tanto, mas necessárias.

Mudanças que não agradam a todos, mas isto seria impossível.
 
Temos os mesmos problemas e defeitos, porem temos uma esperança, só espero que sejam reais.
 
Temos um enorme desafio pela frente. Alem de nossos problemas internos os problemas externos que podem mudar a cara do mundo ou com ele mesmo.
 
Não sei quanto aos senhores mas eu estou cansado, e ainda temos muitos desafios pela frente, estejam preparados amigos, não se isolem e ainda mantenham a vigilância.
 
Abraço a todos.

 

sábado, 23 de julho de 2016


MARs Assessoria - Gestão de Risco e Segurança Privada
Patrimonial - Pessoal - Governamental e Grandes Eventos
 
 
Alexandre Rodrigues Martins
Instrutor de Sobrevivência - Operacional.
(11) 98340-8377 – 2935-5952 – ID 45*10*8737 - Penha – São Paulo - mars.seguranca@gmail.com 
Gerenciamento de equipes e treinamento operacional, gestão de segurança e risco.
Grande experiência em rotinas administrativas, documentação e procedimentos para licitações e contratos. 
FORMAÇÃO – Acadêmica e Complementar - Cursos, Estágios e Eventos. 
Curso Superior Tecnologia Gestão de Segurança Privada – Cursando – UNICID – SP – 2012/2013;
Instrutor cadastrado junto a Policia Federal - Instrutor de Academia de Vigilantes - Janeiro 2016;
Instrutor Curso de Sobrevivência em Selva e Ambientes Hostis - Aviação Civil  - CEAB - 2016;
Curso Básico de Busca e Salvamento - SAR005 - Julho 2016;
Curso Formação de Vigilantes - Turma 02/15 - Grupo UZIL - 2015;
Curso Operação de Pistola - Turma 02/15 - Grupo UZIL - 2015;
Curso de Sobrevivência em Selva – Básico e Avançado – Bless Jungle Troop – SP - desde 2010;
Curso de Sobrevivência em Selva - Instrutor de Apoio - Over Border Rescue - SP - desde 2014;
Curso de Sobrevivência em Selva e Ambientes Hostis – Brasil Expedições – RJ - 2011;
Congresso Internacional de Segurança Publica da FIESP 2014 - SP - Maio de 2014;
Feira Internacional de Segurança LAAD - 2013. 
EXPERIENCIA PROFISSIONAL – Serviços e Trabalhos realizados 
Sempre me identifiquei de forma positiva e proativa com as atividades ligadas a área de segurança; fosse ela pública - privada ou governamental. Levei um longo tempo para focar diretamente na realização desta meta e ingressar definitivamente na área. Para o inicio desta nova e definitiva jornada, cursei uma graduação de nível superior em Gestão de Segurança Privada pela Universidade Cidade de São Paulo – UNICID concluída em dezembro de 2013.  
Na área de Segurança Privada já atuei como coordenador e gestor de segurança em eventos voltados a festivais de cinema e filmes. Servi de ligação entre equipes privadas, policiais e contratantes, coordenei o gerenciamento de riscos e atividades internas, na manipulação e transferência de numerários, filmes e equipamentos alem da gestão de convidados VIP´s e o publico em geral. A coordenação destes serviços foi realizada para as empresas e instituições:
 
·         Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – desde 2010;
·         Oliver Assessoria Cultural e Social – desde 2010;
·         Cine SESC – unidade Augusta – desde 2011. (eventos realizados na unidade)
 
Participo como instrutor na execução e aplicação de cursos de Introdução e Adaptação a Sobrevivência em Ambientes Hostis Urbanos e de Selva, com as equipes - Bless Jungle Troop e Over Border Rescue desde 2010 e 2014 respectivamente. Ainda participo de um grupo de buscas e resgate civil de pessoas desaparecidas em áreas de mata.
Sou Autor de um livro sobre sobrevivência com o titulo; Sobrevivência em Situações Adversas - Táticas, Equipamentos e Habilidades Básicas. Publicação ainda em 2016.
 
INFORMAÇÃO PESSOAL
Alexandre Rodrigues Martins
Idade 47 anos, nascido em 17 de Junho de 1969, Divorciado.
Residente á Rua: Arerê, 204 - Penha - São Paulo  – CEP 03611-070
Fone: (11) 98340-8377 -  (11) 2935-5952 - ID 45*10*8737  - E-mail: -  mars.seguranca@gmail.com   
São Paulo - SP, 14  de julho de  2016
 Alexandre Rodrigues Martins.

 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A quem interessa esta crise?


A quem interessa esta crise?

Vou ser direto. Tudo começou com os roubos, desvios, e jogos de cartas marcadas, os “amigos” achavam que estavam ganhando, mas estavam se vendendo;

Empresas fechando pelo Brasil todo, desemprego, juros altos, corte no credito, custo de vida elevado com nunca, Mesmo depois de muito incentivo para as compras e a uma vida melhor, iludidos e enganados, o jogo mais antigo do mundo, dividir para conquistar com pão e circo;

Sem infraestrutura, sem defesa, sem apoio externo serio, sem apoio interno, ruptura econômica e social, violência e falta de princípios básicos da sociedade, Saúde, Transporte, Educação e Segurança, Todos garantidos pela constituição com dever do estado;

Falta de comprometimento com a verdade e apoio velado a todos os vermes e ditadores do mundo à custa de nossos recursos, ninguém para controlar ou reprimir, por medo ou incapacidade ou por participação. Os poucos que se opõem são execrados, ameaçados ou tirados do caminho;

Tudo parte de um plano maior e bem bolado, já instalado e agendado com outros déspotas pelo mundo, para quem reclama nada mais que mais uma teoria da conspiração, mas na realidade que melhor forma de fazer se não as vistas de todos?  Mas sempre que um fato importante se mostra ou vem a pauta, começa uma novela, um jogo, um feriado ou uma mega promoção, minha mãe dizia que quem nunca comeu melado se lambuza;

No final do período programado, surgira uma nação amiga que se disporá a repor tudo que perdemos e se instalara aqui e dominara tudo, seremos seu celeiro, seu deposito de mão de obra barata e seu resort de férias, seremos os escravos de nossa imbecilidade e apatia;

Para quem consegue ver, olhe os fatos, escutem as vozes, cheirem o sangue e sinta o medo, os fatos estão ai para quem quer ver, Eleições e plebiscitos fraudados ou relegados, leis e empréstimos absurdos, falta tudo menos aparências e lazer gratuito a todos, claro pago com os trilhões de impostos.

Mas para o povo de verdade, o que resta? Cadê o emprego, educação, transporte, Segurança e Seriedade em geral, direitos e deveres escritos e garantidos na constituição, que hoje nada mais é que uma colcha de retalhos que atende apenas a quem esta no jogo e pune aos expectadores. Não se iludam nada vai mudar sem punir de verdade e sem medo da união alheia a TODOS os que criaram este lixo onde hoje estamos chafurnados, quero meu país de volta. Quem não estiver de acordo sempre poderá morar em Cuba ou em outro país amigável governado por um dos amigos do atual poder.

Toma vergonha na cara Brasil, Acorda por favor.....Se você vive aqui e não na terra do nunca ou no sonho de outros, sonhe o seu sonho, seja digno não se venda por trocados ou por assistencialismo, lute pelo que sempre foi seu.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Aconteceu de Novo


Aconteceu de novo.

Amigos leitores o texto é longo, mas se você tem preguiça de ler, é um serio candidato a estatística e não a sobrevivente.

Mais uma vez a mãe natureza mostra sua força e deixa o homem de joelhos.

O homem tão unipotente e unipresente, senhor de tudo que contra a vontade do planeta e de todas as coisas usando sua arrogância como estandarte de imbecilidade acha que pode mudar e moldar a natureza a sua vontade e se sair impune desta blasfêmia.

Como das vezes anteriores, os sábios homens civilizados; sem a menor cerimônia, cava sua própria sepultura achando que esta domando ou moldando a natureza.

E maravilhoso morar de frente para o mar, ao pé de uma montanha è legal morar em um grande centro e ter uma arvore na calçada, nos sentimos parceiros da natureza, não é?

NÂO não é, a natureza não se molda ela se adapta e de repente toma de volta o que é dela, e neste processo leva inúmeras vidas humanas, vidas estas que não deveriam estar ali. As autoridades são as culpadas por parte destas mortes por se calarem ou fazerem vistas grossas a construção em mananciais, em encostas em baixios ao pé de montanhas a beira mar, em concretar as calçadas selando as arvores cheias de parasitas vegetais e achando bonito.

A outra parte da culpa é do homem que invariavelmente se acha no direito de tomar para si locais onde não dever-se-ia estar nunca, pois cedo ou tarde a natureza vai cobrar o preço e ela a natureza não é a culpada pois a vida segue um fluxo determinada pela vida e morte das espécies e neste meio ao cair de uma encosta onde as arvores morreram ou esta ficou instável, pela poluição ou pelos efeitos do homem ou mesmo pela necessidade da natureza de mudar, nos homens ditos civilizados pagamos o preço pela nossa soberba.

Eu pergunto por que ninguém mora na borda de um vulcão? Porque é perigoso certo! E porque moramos em outros locais de perigo iminente e achamos que esta tudo certo? O perigo não é algo que seja invisível ou difícil de especular nas piores analises. Basta ver ocorrências anteriores ou usar a imaginação. Ai vai se levantar uma mente sabia e dizer: "você é louco só fala merda".

Não sou eu que coloco minha vida em risco em mangues aterrados e baixios ao pé de montanhas e morros no litoral, não sou eu que moro em áreas de risco só porque a vista é linda e a valorização imobiliária é alta. Não moro em encostas e locais inapropriados.

E o discurso padrão que "nos não tempo escolha ou era o que dava ou tem muita gente que mora aqui e nunca nada aconteceu" ate o dia que acontece e leva a vida de muitas pessoas. Eu afirmo que tem jeito sim. Basta fazer valer o direito de cidadão e exigir do poder publico a solução destes problemas com a construção de moradias em locais adequados e de qualidade exercer um direito garantido pela constituição que o brasileiro de modo geral troca pelo carnaval e futebol com grande frequência.

Pelo aspecto da catástrofe eu tenho uma novidade assustadora "Deus não é Brasileiro" ele era judeu e nasceu no oriente médio, Esta baboseira de que ele é brasileiro e uma muleta para achar que nada acontece por aqui. Pois bem acontece e já acontece a muito tempo. Deus disse "Faça que eu te ajudarei" e não "relaxa que eu assumo daqui".

Fazer sua parte para se sair bem em situações de crise é o mínimo que você pode fazer para seu bem e de sua família. Eu pergunto Alguém dos atingidos nas chuvas do litoral norte desta semana ou da região serrana do rio, ou de Santa Catarina, ou da Amazônia, tinha ou já tinha ouvido falar em Bug Out Bag? Ou mochila de 72 horas? Quantos estavam aptos a tomar decisões de risco dentro de um padrão de treinamento mínimo? Eu tenho certeza que menos de 1% dos atingidos.

Nossas equipes de resposta rápida a emergências são ótimas, mas não podem estar em toda parte ao mesmo tempo. Cabe a nos estarmos apto a sobreviver e dar uma chance a nos mesmos de sermos resgatados ou de nos salvarmos.

Aqui já temos tornados, enchentes, terremotos e tempestades, o que mais será necessário para o brasileiro acordar e se conscientizar de que precisa se preparar?

Eu acho o cumulo sentar e esperar por socorro sem fazer nada para ao menos amenizar a dor e o sofrimento de uma tragédia, seja com uma roupa seca ou uma caneca de chocolate ou ate com uma palavra de conforto e esperança.

Agora o que é mais absurdo é perdermos vidas a todo o momento seja por catástrofes que poderiam ser evitadas; não as catástrofes, mas as perdas de vidas sejam pela insegurança publica ou pela mão do mal abençoada pelo estado com tudo para o marginal e nada para o cidadão, ou por tragédias, ou pelo descaso das autoridades ou pela conivência do homem. Isto sim doe.

Estejam preparados dias piores estão por vir.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ser Civilizado ou ser Humano?


A sociedade humana moderna esta fadada a extinção. O que você duvida e me acha um louco? Vamos aos fatos:

De tempos em tempos a natureza se move e tira do topo da cadeia a espécie dominante que barra e limita o desenvolvimento das demais, foi assim com os dinossauros depois com os mamíferos dentes de sabre e ser assim com os homens. (pesquisem).

Não porque seja algo normal, mas é a forma da natureza frear a insanidade e o descontrole de seus seres. Nos humanos destruímos tudo o que colocamos as mãos, poluímos e jogamos merda na água que bebemos, poluíram os mares e reclamamos que não tem peixe, desmatamos as arvores para fazer papel para limpar a nossa merda e escrever em nossas impressoras e reclamamos do calor, poluímos o ar que respiramos e reclamamos da secura e da poluição, enfim somos os seres mais burros e insanos da terra.

Nos reclamamos de nossos políticos mas nos votamos neles, reclamamos da corrupção mas se for a nosso favor ficamos calados, reclamando de tudo mas não fazemos nada para mudar pois esperamos que alguém faça por nos mesmos. Isto me lembra daquele piada infame em que o sujeito vai ao medico para pedir mais tempo de vida e o medico pergunta se ele bebe, come gordura, vai a festas, dorme tarde, transa, fuma e trabalha para vier ou vive para trabalhar, e o cara responde que não, dai o medico pergunta a ele para que você quer viver mais????

O ser humano civilizado é capaz das ações mais extremadas dentre todos os seres vivos, pode matar milhões ou salvar milhões dependendo da pessoa ou do motivo. Nossa civilidade e nosso comodismo esta nos transformando em seres apáticos e conformistas, reflita comigo.....quando falta água, quando falta comida, quando precisa de roupas. O que você faz? Compra?

Você teria coragem de tomar banhos gelados? Dormir no chão? Comer algo que acha repulsivo; mesmos sem nunca ter provado? Fazer escolhas difíceis de verdade; como se salvar ou morrer tentando salvar alguém já condenado? s demais animais da natureza fazem estas escolhas todos os dias. Ai você ira dizer não sou um animal e sou civilizado....pois é mas nenhum animal destrói seu ambiente, suja a água que bebe ou destrói a natureza por lucro. Que será o civilizado?????

Uma dica para você que lé isto...aprenda a ser menos civilizado e mais humano, aprenda com os animais, seja capaz de viver com pouco ou o mínimo necessário, seja capaz de viver da natureza sem destruí-la, aprenda e se virar e acima de tudo aprenda tudo o que puder aprender, escreva tudo o que deve ser lembrado e guarde o que deve ser esquecido, aprenda que água, comida e roupas não nascem no supermercado ou no shopping e que se necessário você terá que tira-las da natureza.

Enfim ser um ser humano não é ser um idiota consumista e sem noção, escravo de marcas e estereótipos da sociedade e sim fazer parte da diversidade animal da terra e acima de tudo ter a consciência que a terra não é nossa, apenas estamos aqui agora, mas logo poderemos não estar.

Forte Abraço a todos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Salmo 48 - O Exército de Um Só Soldado.

Uma das grandes diversões do brasileiro – e de pessoas de muitos países ao redor do mundo – é o futebol. Um dos pontos positivos do futebol que o faz tão aceito em todo mundo é o fato de ser bem flexível: pode ser jogado tanto em um campo especialmente preparado, com dois times de onze jogadores vestidos com uniformes próprios para o jogo, como pode ser jogado no meio da rua por meninos descalços que chutam uma bola de meia para dentro de um espaço demarcado por dois chinelos velhos.

Eu mesmo já fui adepto desse esporte em uma versão intermediária entre o sofisticado e o rústico: o futebol em quadras disputado por times de garotos “com” e “sem” camisa. Certa vez, em um grupo de meninos que formavam oito times, joguei contra uma equipe que, em menos de dois minutos, vencia e tirava o adversário. Isso era chato, pois eu jogava dois minutos e tinha de esperar mais seis times jogarem. Alguns times eram vencidos em menos de um minuto. Isso aconteceu à noite toda, até que, formando um tipo de “seleção”, reunimos os melhores jogadores dos “times-de-fora” para conseguir vencer aquele oponente tão duro e normalizar as partidas. Somente um tipo de dream team conseguiu salvar nossa noite de diversão.

O escritor do Salmo 48 testemunhou algo parecido, mas não no campo esportivo e, sim, no militar. O contexto parece nos levar a Judá, com sua capital, Jerusalém, liberta de uma coligação militar entre nações agressoras. Ao que tudo indica, houve uma virada no cenário das batalhas, pela mão protetora do Senhor, e o exército estrangeiro teve de bater em retirada. O resultado é que os israelitas não apenas comemoraram o desfecho vantajoso, como olharam para Deus como o responsável pela bênção.

Diante de tal realidade, não haveria melhor modo de iniciar o salmo do que dizendo (v.1): “O Senhor é grande e digno de louvor na cidade do nosso Deus, seu monte santo” (gadôl yehwâ ûmehullal me’od be‘îr ’elohênû har-qadshô). A “cidade do nosso Deus” é o mesmo lugar citado no v.2 como “monte Sião” (har-tsiyyôn) e “cidade do grande rei” (qiryat melek rav). Trata-se de Jerusalém, capital de Israel no tempo do reino unido sob as lideranças de Davi e de Salomão e, também, capital de Judá (reino do Sul), quando Israel foi divido em dois reinos (931 a.C.). Tal cidade foi protegida pelo Senhor de um ataque estrangeiro. Por isso, o salmista associa Deus com uma cidadela, uma fortaleza no interior de uma cidade fortificada que servia de refúgio quando as muralhas eram invadidas (v.3): “Deus, nos palácios dela, se faz conhecer como um refúgio no alto da cidade” (’elohîm be’armenôteiha nôda‘ lemisgav).

O resultado da proteção de Deus pode ser visto entre os vv.4-8. Em primeiro lugar (v.4), “os reis se reuniram e juntos partiram” (hammelakîm nô‘adû ‘avrû yahdaw). Percebendo que não eram páreo para o Senhor, os exércitos agressores desistiram da campanha militar e retornaram às suas terras. A proteção de Deus à sua cidade e ao seu povo foi superior ao poderio militar da liga de nações que declarou guerra a Judá. E, segundo expressa o salmista, tal retirada não foi tranquila, mas se deu às pressas, de modo que percebemos, pelo texto, as nações em fuga (v.5): “Assim que elas viram a situação, se desconcertaram, ficaram aterrorizadas e fugiram apressadamente” (hemmâ ra’û ken tamahû nivhalû nehpazû).

O motivo da fuga desenfreada foi, em primeiro lugar (v.6), que “o tremor ali os tomou” (re‘adâ ’ahazatam sham) e, ainda, porque tiveram grandes prejuízos (v.7): “Com um vento oriental ele destroçou os navios de Társis” (berûah qadîm teshavver ’oniyyôt tarshîsh). Antes que haja má compreensão, deve ser dito que não houve uma batalha naval. Aqui, o salmista fala de forma figurada, utilizando a ideia do naufrágio de navios vindos de Társis com grandes somas monetárias, a fim de representar as perdas que teve a coligação militar que atacou Judá – Társis era um local distante no litoral do mar Mediterrâneo (Jn 1.3; Sl 72.10; Is 23.6), possivelmente na Espanha, que era fonte de grandes riquezas, dentre elas metais preciosos como ouro e prata (1Rs 10.22; Is 60.9). Assim, os inimigos foram derrotados e fugiram com grandes perdas. Quanto a Jerusalém, foi protegida de forma espetacular, visto que (v.8) “Deus a estabelece para sempre” (’elohîm yekôneneha ‘ad-‘ôlam).

Este é o contexto em que o salmo foi escrito: o medo dos moradores de Jerusalém, diante de um forte ataque estrangeiro, cede lugar à exultação devido à incrível libertação vinda do Senhor. É claro que não há como ficar indiferente diante de uma situação como essa. Por isso, vemos que a atuação de Deus na proteção do seu povo produziu três reações nos seus servos, reações estas que costumam – e devem mesmo – se repetir em situações parecidas.

A primeira reação é contemplar a fidelidade de Deus. O salmista declara ao Senhor (v.9): “Meditamos, ó Deus, sobre a tua fidelidade no interior do teu Templo” (dimmînû ’elohîm hasdeka beqerev hêkaleka). A demonstração da fidelidade do Senhor que, indubitavelmente, já era conhecida do salmista em termos conceituais, leva-o a uma ação que ele chama de “meditação”. Longe de ter qualquer nuança transcendental moderna, trata-se de um ato em um contexto cultual, já que há a menção ao interior do Templo, representando os sacrifícios e ofertas feitas a Deus nesse local. Assim, a reflexão sobre a fidelidade do Senhor para com seu povo deve levar seus servos à reverente contemplação do Senhor, que, por sua vez, deve conduzi-lo à adoração pública e ao desejo de um conhecimento amplo e de um relacionamento pessoal.

A segunda reação é louvar a Deus por sua justiça. Segundo o escritor do salmo (v.10), “o teu louvor vai até os confins da Terra” (tehillateka ‘al-qatswê-’erets). Isso não acontece sem motivo. A razão para tanto é que, agindo Deus, “a tua mão direita é plena de justiça” (tsedeq mol’â yemîneka). Ao dizer “mão direita”, o escritor se refere não a um órgão anatômico, mas à atuação de Deus. O que ele quer dizer, de fato, é que tudo que o Senhor faz é justo e isso se dá por todo o mundo. A consequência natural é a constatação do louvor motivado pela justiça divina por parte dos seus beneficiários (v.11): “O monte Sião se alegra; as filhas de Judá rejubilam por causa das tuas justas decisões” (yismah har-tsiyyôn tagelenâ benôt yehûdâ lema‘an mishpateika).

E a terceira reação, por parte dos servos de Deus, é dar testemunho da grandeza de Deus. O salmista, então, convida os moradores de Jerusalém para fazer uma revista na cidade. Ele diz (v.12): “Rodeiem Sião” (sobû tsiyyôn). A razão é fazer um tipo de inventário (vv.12,13): “Contem as suas torres; prestem atenção na sua muralha; examinem o seu refúgio no alto da cidade” (sifrû migdaleiha shîtû livvekem lehêlâ passegû ’armenôteiha). Como não se sabe exatamente a época da composição do salmo, também é impossível saber as condições das fortificações de Jerusalém. Assim, dentre duas possibilidades, o salmista quer que tal inventário seja feito ou para notar o modo pelo qual o Senhor fortificou a cidade para protegê-la, ou para que se note que, apesar de fracas instalações, a libertação aconteceu – sem dúvida – pelas mãos do Senhor. A intenção é bem definida (vv.13,14): “A fim de relatar à geração seguinte que este é Deus, o nosso Deus eterno” (lema‘an tesafferû ledôr ’aharôn kî zeh ’elohîm ’elohênû ‘ôlam).

O Senhor protegeu Israel e o livrou de exércitos poderosos. Não é sem razão que é chamado, no v.8, de “Senhor dos exércitos” (yehwâ tseva’ôt). Entretanto, diferente da liga militar formada para combater Judá, com seus numerosos regimentos, o Senhor forma um exército de um só soldado que, contudo, prevalece contra tudo e contra todos. Ninguém tem mais motivos que seus servos para se alegrar e render a ele culto. O Senhor Todo-poderoso, em quem confiam seus servos, é um dream team de uma pessoa só. Louvemos e anunciemos pelo mundo o seu santo nome!