sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Armas de Fogo - Porque e Para que ter?


É assim que eu penso.

Quem gosta defende, pois conhece o que fala, quem não gosta repudia pois não tem vontade de conhecer ou tem medo. Enfim cada um na sua. Mas não venha tirar meu direito, se você não se sente seguro em um pais onde todos os cidadãos tem armas de fogo, porque vocês viajam aos EUA?

Se tem medo de um pais com muitas armas mude do Brasil, pois aqui não é a população que gosta de caçar, praticar tiro esportivo ou de lazer, colecionar ou mesmo ter para uma eventual proteção. Aqui quem tem a posse e o porte de armas são pessoas que não te olham como cidadão e sim como alvos, fornecedores de recursos para sustentar suas vidas medíocres.

Pessoas que não hesita em tocar sua campainha e atirar em você porque você não esta coma carteira, ou porque apenas conversou com o marginal e de alguma forma este se ofendeu por você não ser o que ele esperava e tirou sua vida.

Quem tem a posse de uma arma de fogo hoje são aqueles que não ligam para a lei a civilidade ou a dignidade humana, Nos cidadãos comuns; como você que lé isto, não podemos ter armas, quanto mais porta-las, somos iguais ao leão que tem dentes e unhas mas não podemos usa-las e somos comidos e temos mortos nossos filhos pelas hienas.

Se todos os contrários ao tema um dia pudessem ver apenas, o que um marginal faz com uma vitima de assalto, latrocínio, estupro e outros, tenho certeza que ao menos com uma ponta de duvida tenho certeza que ficaria. Não que ter uma arma iria ajudar. mas te daria uma chance melhor que 10% de sair ileso e 15% de sair vivo.

Eu insisto na minha opinião, quem garante que a raposa não entre no galinheiro não é o galo e sim a ideia de que a cerca é intransponível. Antigamente nas décadas de 70, 80 e 90, os marginais não entravam na sua casa por dois motivos, 1 - Eles não eram tantos e oportunistas como hoje e 2 - Caso eles entrassem estes não tinha 85% de certeza de que naquela casa não haveria uma arma de fogo ou alguém com coragem ou capacitado para enfrenta-lo.

Hoje se um ladrão ou quadrilha resolve entrar em uma casa, prédio ou condomínio ou ate numa delegacia, eles vão e pronto, com a certeza de 85% de sucesso. Se esta certeza acabar e deixarmos os marginais com duvida de que se naquela ou na outra casa tem pessoas armadas e capacitadas para se defender e baixar sua taxa de sucesso as mesmas condições que temos hoje entre 10 a 15% eles não vão ariscar, eles são muita coisa menos burros.

Portar uma arma é função das policias e agentes de segurança. O cidadão comum que quiser portar uma arma deve provar sua necessidade, se por proteção ou esporte, portar por portar não é justificável. Acidentes com armas de fogo acontecem por negligencia, imperícia ou  incapacidade técnica no seu manuseio. se quiser ter uma arma é igual a dirigir você tem que estar habilitado.

Mas e os massacres e coisas do gênero? pois é. este assunto é difícil de mensurar pois hoje pessoas bebem e matam tantas quanto num massacre, ou mais, usando um carro, e não vejo ninguém lutando ou legislando para proibir os carros. Matam por  negligencia, imperícia ou  incapacidade técnica e nada acontece.

Se uma pessoa do nada surta e atira em outras por motivos aleatórios e sem lógica par anos, esta pessoa deve representar o todo dos que possuem armas? caso sim o mesmo se aplica aos carros, motos e corrupto que matam indiretamente ao roubar verbas de saúde e alimentação?

Portar e ter uma arma é uma opção de cada um, com o seu direito resguardado pela lei. É assim que deveria ser e não como é hoje, o tema deveria ser tratado com a mesma atenção que se da a outros temas como copa e olimpíadas,ou uma partida de futebol, com respeito e paixão e não como forma de limitar a sociedade civil a ser a galinha com medo da cerca cair e sem força como povo, nos tornando as galinhas do galinheiro sem a cerca cogitado do galo.

Enfim se vocês querem direitos deem direitos, regras existem e são muito rígidas, o controle de armas existe e é passado, porem apenas para a população civil pagadora de impostos, Os marginais não compram armas em lojas para eles a lei é um piada que só os facilita.
 
Referencias de debate.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Olá amigos

Desculpem a ausência prolongada mas agora estaremos juntos em algumas empreitadas.

Meu livro esta em fase de revisão e espero que logo seja publicado.

Estou preparando algumas palestras sobre o tema da sobrevivência e afins e logo divulgarei os locais e as datas.

Ainda estou a disposição dos senhores para tirar duvidas e exclarecimentos.

Caso precisem entrem em contato.

Forte Abraço - Selva.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Duvidas do Amigo Alves Andrio.

Esta publicação é em resposta a duvidas, muito pessoais de um amigo do Facebook - Alves Andrio, porem podem servir para todos os amigos. Acompanhem.



Bom dia Alves Andrio, vou tentar responder por partes as suas colocações.
 
1 – Falar em um parâmetro de definição para se preparar é algo difícil pois a preparação sugere que saibamos o que vamos enfrentar. De forma genérica podemos supor um antever os riscos de nosso local de convivência ou seja, Pais, Estado, Cidade e de certa forma podemos considerar o continente onde vivemos. Sei que é algo muito genérico mas é uma forma de prever o que seria necessário para estar pronto para uma situação de risco.

2 – Catástrofes naturais não são exclusividades de um determinado ponto no planeta, certamente elas ocorrem com mais frequência em um lugar ou região que em outros, porem nenhum lugar esta livre 100% destes fatores, exemplo são observados todos os dias no Brasil, coisas que ouvimos desde criança que nunca existiram no nosso pais, tais como, terremotos, enchentes, desabamentos, tornados e trombas d’água, e sabemos que estes fenômenos naturais já ocorrem no Brasil a anos. De pequena ou grande intensidade eles já ocorrem por aqui a anos, exemplo recentes como o tremor de baixo grau em SP no ano de 2011, Chuvas em Santa Catarina e Serras do Rio de Janeiro, enchentes no Amazonas e por ai vai. Tudo isto sem contar com as tragédia provocadas pelo homem. Mudanças climáticas a curto prazo não devem interferir no seu modo de pensar, porem elas são reais apesar de existirem ciclos delas desde a formação da terra, agora o homem esta piorando estes ciclos em detrimento de seu lucro pessoal e vai chegar um ponto que vai ser insustentável a vida na terra com a falta de espaço físico, comida e água limpa para todos os 7 bilhões de bocas para sustentar um fato que já é realidade em países como a Etiópia, Sudão e outros.

3 – Estar preparado é uma questão de duas vias, A - Saber o que fazer e ter equipamento s para ajudar e B - Ter atitude mental para agir quando necessário. Pessoas que não sabem nada sobre o tema, não entendem ou não querem entender, pois preferem estar no seu mundo pessoal, cercados pela redoma da falsa segurança de suas vidas, tendem em 90% dos casos a te criticarem, ofenderem e menosprezar suas atitudes com relação a preparação para fatos que “nunca vão acontecer” mas pense, se fosse assim pessoas não morreriam nas tragédias descritas. Pois elas nunca deveriam acontecer correto? Mas não funciona assim infelizmente. Nos preparamos para nunca precisarmos usar nosso conhecimento e nosso recursos, pois esperamos que nada aconteça porem se acontecer você tem de saída 50% mais chance de sobreviver do que as pessoas que te criticaram.

4 – Em países da América Latina, como o Chile, Peru e Equador, se ensinam nas escolas o que são e para que servem as B.O.B – Bug Out Bag ou mochilas de 72 horas.  Elas já salvaram inúmeras pessoas em situações de risco ou crise é um fato real. Imagine que se aqui no Brasil tivéssemos esta mesma rotina, inúmeras pessoas poderiam ser salvas nas tragédias citadas pois é sabido que muitas ficaram isoladas sem remédios, primeiros socorros, comida, água ou abrigo e morreram por falta do básico, mas estes detalhes são pouco divulgados, uma forma talvez de controlar a informação e acalmar o povo. Eu tenho duas em casa, e outra de apoio com equipamentos e suprimentos para 10 dias.

5 – Sobre as opções de acampar ou passear e jogar uma bolinha com os amigos eu acredito que você possa fazer os dois, pois acampar é um esporte, e futebol também, só é necessário que dosemos as medidas para não cairmos na dita neurose ou no descaso.

6 – Sobre os padrões de ação adotados para situações de risco pelos órgãos governamentais a meu ver é uma piada de mau gosto. O tempo de resposta das autoridades a uma tragédia no Brasil é ridículo e já é um fato comprovado, se você for esperar o governo federal para te ajudar você estará morto antes da chegada do apoio, eu prefiro acreditar nas policias e bombeiros e alguns voluntários que no governo federal. Nos EUA a FEMA pede três dias para te alcançar mas já demorou 7 dias no caso do Katrina. Eu estipulei que meus recursos são para 10 dias ou mais. Ja cheguei a ter em casa recursos para 30 dias, mas respeitando os prazos de validade estes foram sendo consumidos e estão sendo repostos aos poucos. Se puder esperar e sua vida ou a de seus entes estiver segura e sua informação for segura que o socorro esta na área e nunca a caminho por mais de 2 dias, pode esperar ele chegar mas se passar de 3 dias tente mudar esta situação, porem observe todas as variáveis para se expor aos riscos e avaliar se sua decisão é correta ou imprudente.

Para finalizar, você não está errado, pense em sua segurança e na de sua família ou do seu grupo, avalie o que é bom para vocês e não na opinião dos outros, seja discreto e não comente estes assuntos com pessoas que te criticam, pois elas tendem a prejudicar mais que ajudar em todos os casos. Seja precavido e esteja preparado ou como eu digo no meu lema de vida, ESPERE O MELHOR SEMPRE, MAS ESTEJA PREPARADO PARA O PIOR.

segunda-feira, 15 de julho de 2013


Amigos.
 
Além de todas as novidades já informadas, a partir deste ano de 2013, mais precisamente do mês de novembro (oficialmente) e partir de hoje se necessário (rsssss), estarei implementando uma nova especialidade ao meu currículo de serviços a disposição dos que necessitarem dele.

Gestão e Gerenciamento de Riscos. Pessoais, Patrimoniais e de Segurança. Serviços estes voltados para necessidades especificas e particulares como, gestão de riscos pessoais para empresários e famílias, empresas e comercio em geral, Cargas e valores. Além de serviços de segurança especifica.

Com ajuda de parceiros estaremos capacitados a atende-los da melhor forma possível em sua necessidade.

Se precisar entre em contato.

Abraço a todos.

Olá amigos.

A partir de hoje estarei entrando 100% no assunto equipamentos e sobrevivência para elaborar uma palestra sobre o tema de equipamentos e outras sobre o tema Sobrevivência. Vamos juntos nesta.

Se algum dos amigos tiver duvidas ou curiosidades sobre equipamentos e itens correlatos, por favor entre em contato e deixe suas duvidas aqui no blog ou na pagina do facebook dedicada ao tema - https://www.facebook.com/groups/494322490621258/

Se preferir falar comigo entre em contato no horário comercial no numero (11) 98340-8377 – (TIM)

Obrigado a todos.

domingo, 14 de abril de 2013

Representatividade Politica - Necessidade Urgente

Amigos Atenção.

Estive vendo a NRA - National Rifle Association of America.  E me surgiu uma pergunta. Porque lá nos EUA ela é tão forte????? Porque ela faz valer seus direitos??? .

E descobri que ela é amparada pela constituição americana que lhe da apoio e a respeita. E, além disto, te diversos políticos que fazem parte desta organização e defendem o direito dos cidadãos americanos; não só de ter e portar armas de fogo, mas também de interesses sociais de verdade como educação, saúde, transporte e fiscalização do governo.

Porque aqui não podemos  ter uma organização semelhante com a mesma representatividade e funções?????

Amigos estou propondo fundarmos uma associação deste tipo aqui no Brasil, nos associarmos a outras entidades de classe do setor e de interesse comum, disputarmos eleições em u partido de verdade como, por exemplo, o PMB – Partido Militar Brasileiro?

Precisamos de representatividade no congresso, pois hoje nos só latimos e não mordemos precisamos de representação forte e verdadeira. Eu convoco os amigos Atiradores, Caçadores, Colecionadores, Aficionados e os de bom senso que se unam a esta ideia.

Por favor, comentem e divulguem a ideia – Abraço a todos.

 

domingo, 24 de março de 2013

Pensamentos e Esperanças.....

Ontem eu escutei um comentário que deu sentido e ordenou alguns pensamentos que as vezes ficavam sem resposta e me provocavam mais duvidas do que respostas.

“As leis do nosso país foram feitas por pessoas que sofreram as agruras da ditadura militar, assim como quem reescreveu e implementou a constituição de 88.”
 
Ambas as cartas de leis foram elaboradas por estas pessoas, assim quando pensamos em como as coisas ficaram tão sem rumo aqui no Brasil, eu explico.

Quando pensamos em como é possível que nossa lei seja tão deturpada ao ponto de deixar um criminoso contumaz em liberdade com amparo legal ou permitir que um culpado confesso possa sair pela porta da frente de uma delegacia ao se apresentar dias após o crime ou ainda deixar que um criminoso possa incorrer diversas vezes no mesmo crime e responder em liberdade ate todos os seus recursos e apelações serem julgadas e transitadas? Para entender isto devemos imaginar que as pessoas que permitiram isto não fizeram com má intensão e sim com o único proposito de evitar as ações arbitrarias das autoridades permitindo que pessoas de bem ou não, tivessem  o mesmo tratamento e chances antes de serem presos e condenados ou torturados.

È uma verdade triste mas real, na época da ditadura em alguma parte do processo as coisas se deturparam e perderam o proposito e saíram do controle, onde pessoas que deveriam representar o estado representavam a si mesmas e as suas ideias de como deveria ser o certo e errado. Com base nestas situações o que poderia ter sido um bom começo se tornou um erro histórico deplorável e que reflete sua heranças pelas décadas pôs ditadura e nos dias de hoje permite que a lei seja muito temerária com relação a conduta de crimes e criminosos, pois nos dias de hoje as pessoas e valores mudaram e as leis não mais refletem a realidade dos fatos previstos como certo e errado pelos pais de nossas leis.

As pessoas hoje tem a clara ideia que a lei é para os pobres, negros e desapadrinhados, o que é exatamente ao contrario do que se pretendia com a criação das leis que temos hoje, uma vez que estas pretendiam apenas proteger as classes menos abastadas da mão pesada da  lei e dos ricos que poderiam manipula-las. Hoje é exatamente ao inverso do que se pretendia. Apenas ricos e bem apadrinhados não sentem o peso da lei, e se a lei é aplicada existe uma serie de atenuantes e remédios legais que foram criados para tentar corrigir estes erros e so fizeram piorar a doença.

Vale lembrar que a lei deveria ser uma barreira para que as pessoas com má índole repensassem suas atitudes antes de leva-las a cabo e se a fizessem sentissem o peso da lei e de suas atitudes. Hoje a lei é manipulada para permitir que criminosos e cidadãos de bem sejam nivelados todos pela mesma regra ou por baixo, e de carona nesta visão pobre e oportunista o estado que deveria nos representar apenas se representa, cuidando apenas de seus interesses pessoais e de seus partidos políticos e deixando em segundo ou terceiro plano o cidadão apenas criando a falsa impressão de que se importa com o povo e em faze-lo sentir-se importante nas eleições e em eventos que dão visibilidade politica e econômica ao mesmo estado, usando o povo como fantoche.

Durante anos eu achei que as religiões fossem a maior desgraça da humanidade, pois todas se dizem representar a Deus porem apenas se representam. Bradam a palavra de Deus. Porem não se esquecem de pedir e cobrar a obediência a ele por meio de doações e dízimos prometendo milagres e mudanças e se estas não vierem a culpa é unicamente do fiel pois sua ação ou seu proposito foi fraco como sua fé e para mudar deveria melhorar. Jesus não tinha religião, apenas bradava a palavra do pai e disse que a igreja de Deus é o coração do homem e não as edificações e prédios.

Porem após refletir muito sobre tudo isto, descobri que os partidos políticos assim como as religiões são parte da mesma doença, todos apenas cuidam de seus próprios interesses e nunca os do povo. Desta forma as leis que nos causam tanta revolta e nos deixam indignados são na verdade uma herança maldita de medos, gerados pela nossa própria falta de compreensão e respeito das mudanças do mundo ao nosso redor,  os valores de certo e errado e civilidade nunca deveriam ser questionados, pois são as bases de nossa sociedade pobre e desorganizada que mais parece uma tentativa fracassada de fazer algo certo sem saber o que se quer fazer ou onde se quer chegar no final.

Sociedade esta que se acha dona do mundo e o molda e deforma a sua própria vontade destruindo tudo o que esta a seu alcance e chega ao cumulo de dizer que é civilizado, mesmo urinando e defecando na agua em que bebe, tornando um mundo lindo em uma lata de lixo e morando dentro dela.

Enfim chego a triste e desesperadora conclusão que todos nos somos os responsáveis por todas as coisas e situações que sempre achamos errado e queremos mudar, porem nunca nos organizamos e lutamos para realizar tais mudanças. O homem é capaz de coisas extraordinárias tanto de bom quanto de ruim se organizado em grupo e com objetivo definido, precisamos aprender a votar, cobrar e exigir as coisas que realmente precisamos de nossos representantes por nos eleitos e que não nos representam.

Precisamos de leis que nos de esperança e segurança, educação, saúde, emprego e de um futuro. Precisamos de representantes que possam realmente nos representar e fazer valer nossa vontade sempre dentro do conceito de civilidade e respeito mutuo entre os seres humanos e animais. Não precisamos de quem nos de de comer e sim quem nos ensine a pescar, não precisamos de assistencialismo e sim de atenção e respeito.

Precisamos parar de pensar e agir ou cobrar a quem nos realmente nos represente que comece a mudança real que ira nos colocar num rumo de mudanças e melhorias para nossos filhos e netos onde as leis sejam pesadas para quem precise do peso da lei e a leveza dela para quem apenas precise de uma lição de vida. Este pensamento que compartilho com os amigos e leitores deste post, são minhas ideias e pensamentos, quero deixar claro que respeito todas as ideias, formas de pensamento, credo e crenças, ideologia e opções de vida. Apenas fico imaginando que se temos como pesquisar e pensar porque não o fazemos? E ontinuamos a agir como pessoas cabresteadas pelas ideias onde vive. So peço que todos pensem e reflitam o que pode ser mudado e melhorado em sua vida.

Felicidade, Saúde, Paz e Esperança a todos.
 
Alexandre R. Martins.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A realidade Versos a Ilusão - Jornalismo Serio x Ideias Vendidas

Ola Amigos

Para entender a resposta do amigo que relata esta brilhante resposta a Sr.a Jornalista eço que leiam as materias dela nos links abaixo e depois a resposta aos mesmos e tirem as suas proprias conclusões.

Extraido Facebook - Movimento Viva Brasil.

Abaixo a excelente resposta enviada à senhora jornalista Lúcia Guimarães (lucia.guimaraes@estadão.com.br ) que por duas vezes defendeu o desarmamento nas páginas do Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tragedia-pastelao-,992750,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nao-adianta-chorar-,974638,0.htm

O texto é relativamente longo, escrito por um amigo muito especial do MVB, mas é contundente!

Prezada Senhora,

Tive a oportunidade de ler o seu artigo intitulado “Tragédia pastelão”.

Tal artigo não foge à regra adotada por aqueles que compartilham de seu posicionamento, recorrendo tão somente a estereótipos e ao uso ilimitado de adjetivos para coibir o leitor de ter a ousadia de discordar das verdades absolutas veiculadas, dotadas de tamanha divindade que prescindem de qualquer comprovação ou embasamento.


Confesso que é difícil identificar exatamente do que discordar em seu artigo, visto que o conjunto de palavras e frases utilizadas não guarda relação fática com absolutamente nada. Me resta discordar do único elemento identificável, qual seja, a sua essência, buscando respaldar-me em fatos para perpetrar tal façanha.

1. Experiências desarmamentistas.

Um breve estudo acerca do tema aponta que, até hoje, todos os experimentos de desarmamento ou restrição à posse de armas por civis, sem exceção, tiveram resultados indesejáveis. Em nenhum país que tenha endurecido as suas leis de armas houve resultados positivos capazes de justificar tal restrição à liberdade individual dos cidadãos. Vejamos alguns casos a seguir.

1.1. Reino Unido.

No Reino Unido, após o trágico massacre de Hungerford, em 1987, foi instituído o 1988 Firearms Act, lei que prescrevia inúmeras restrições quanto à posse de armas de fogo de repetição semiautomática. Ineficiente no combate à psicose, tal lei não impediu a ocorrência do massacre de Dunblane, em 1996, que serviu como oportunidade legislativa para que, durante o primeiro ano de mandato, o Primeiro Ministro Tony Blair instituísse uma nova lei de armas, o 1997 Firearms Act, a qual proibiu também a posse de armas curtas. À época da lei de armas de 1988, a taxa de crimes violentos cometidos na Inglaterra era inferior a 500 por 100.000 habitantes, passando, desde então, a se aproximar a 2.500 por 100.000 habitantes. Após 7 anos de vigência da última lei, os crimes cometidos com armas de fogo já apresentavam um aumento da ordem de 40%.

Mais recentemente, em 2010, houve outro incidente, no condado de Cumbria, deixando 12 mortos, além do algoz, que acabou por cometer suicídio, e 11 feridos, evidenciando que uma das leis de controle de armas mais rígidas do mundo não se presta a impedir tragédias desta natureza. Apesar da comoção gerada, o Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, foi categórico ao afirmar que “não se pode legislar contra um surto de loucura”.

1.2. Austrália.

Na Austrália, onde medidas fortemente restritivas foram instituídas em 1996 após o massacre de Port Arthur, o desarmamento tem se mostrado totalmente inócuo, principalmente por não haver naquele país índices de criminalidade muito altos, mesmo antes do controle de armas instituído, o qual não evitou a ocorrência de mais dois massacres, em 2000 e 2002, que juntos, resultaram na morte de 17 pessoas. Mais uma vez, nenhum prejuízo para os criminosos, apenas para os milhares de cidadãos ordeiros, proprietários de armas legais.

1.3. Jamaica.

A Jamaica, onde o desarmamento civil foi instituído na década de 1970, é outro exemplo em que medidas desarmamentistas foram totalmente ineficientes na obtenção de qualquer resultado positivo em relação à taxa de homicídios e crimes violentos, que no caso deste país, continua muito alta, chegando a 58 homicídios por cem mil habitantes.

1.4. Estados Unidos.

Os Estados Unidos, por outro lado, ostentam a maior desregulamentação em relação à posse e uso de armas que se conhece. Estima-se que haja cerca de 270 milhões de armas nas mãos de civis, havendo uma média de pouco menos de 1 arma por habitante. Observa-se, de forma consistente, que nos Estados em que há maior liberdade em relação ao porte de armas, a taxa de homicídio e crimes violentos é, em geral, menor que em relação àqueles onde existem normas mais restritivas.

Desde a sua ascensão ao poder, o Presidente Barack Obama não tem medido esforços para implementar a sua agenda desarmamentista, chagando a promover a embaraçosa operação Fast and Furious. Após a tragédia de Newtown, o seu oportunismo político ficou evidente, com a vulgaridade do choro fingido que marcou o início de sua campanha anti-armas. Vale lembrar que o Federal Assault Weapons Ban, instituído em 1994, o qual promovia restrições semelhantes à atual proposta legislativa discutida naquele país, não foi capaz de evitar o trágico massacre de Columbine.

1.5. Brasil.

No Brasil, a despeito de todas as medidas restritivas instituídas pela Lei nº 9.437, de 1997, o número de homicídios continuou aumentando, atingindo incríveis 50 mil por ano em 2003. O fracasso desta lei em coibir a violência não impediu que o movimento desarmamentista brasileiro, prometendo uma sociedade mais segura, promovesse legislação ainda mais restritiva, a Lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento.

Desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, os apoiadores do desarmamento civil não têm medido esforços na tentativa de atribuir toda e qualquer redução dos índices de criminalidade observados em determinadas localidades a um suposto sucesso das medidas de controle de armas implementadas no país, em contrassenso ao crescente sentimento de insegurança e a o que nos informam os precários dados estatísticos disponíveis. Vale observar que o Estado de Alagoas, que possui o menor número de armas legais em todo o país, é o mais violento. Tal tendência, que não é exclusividade deste Estado, é ignorada pelo Governo Federal, que conta com a cumplicidade da massa jornalística nacional.

Vale lembrar, também, que o Estatuto do Desarmamento não foi capaz de impedir o massacre na escola Tasso da Silveira, que resultou na morte de 12 crianças. Observa-se que tal matança de inocentes somente cessou quando o assassino se viu confrontado por uma pessoa portando, quem diria, uma arma de fogo.

Por último, mas não menos importante, ressalta-se que o Estatuto do Desarmamento é uma lei ilegítima, socialmente desajustada, que teve a sua proposta essencial rejeitada por quase 64% do Eleitorado Brasileiro.

2. O papel das armas nos massacres.

A experiência desarmamentista demonstra ser totalmente inócuo restringir certos tipos de arma ou munição para a persecução de uma sociedade mais segura.

O assassino que promoveu o massacre de Cumbria, em 2010, mencionado acima, utilizou uma espingarda com capacidade para 2 tiros e uma carabina calibre .22 LR. No massacre da Escola Tasso da Silveira, em Realengo, também já mencionado, o assassino utilizou dois velhos revólveres, ambos com capacidade para 6 tiros e com as desvantagens para remuniciamento inerentes de uma arma deste tipo. Uma das armas disparava o moderado calibre .38 SPL e a outra, o anêmico calibre .32 S&WL. Na China (país desarmado pelo ditador Mao Tse Tung), por sua vez, são cada vez mais frequentes os massacres cometidos com facas.

Em qualquer um dos cada vez mais frequentes casos de massacre, resta absolutamente claro que é irrelevante o tipo de arma utilizada. O algoz do massacre de Newtown utilizava um rifle semiautomático com capacidade padrão para 20 tiros, no calibre .223 Rem., capaz de disparar um projétil de 55gr a 3200 pés por segundo. Pouco importa. Ele poderia estar utilizando uma carabina calibre .22 LR, que teria atingido o mesmo resultado. Em todos os casos de massacre com alto número de vítimas, o fator mais importante para o sucesso dos assassinos é sempre a ausência de possibilidades efetivas resistência.

A total vulnerabilidade das vítimas, seja em escolas, cinemas, acampamentos ou outros gun free zones (“zonas sem armas”), ou em países onde o uso legítimo de uma arma de fogo para defesa pessoal é reprimido, é o fator mais atrativo para qualquer psicopata que vise obter um alto número de vítimas.

Quando Wayne LaPierre diz que a única coisa capaz de deter um assassino descontrolado é uma arma de fogo nas mãos de uma pessoa de bem, ele tem toda a razão.

3. Elitismo.

Como bem aponta Suzanna Gratia Hupp, sobrevivente do massacre do Café Luby’s, em 1991, no Texas (Estado norte-americano que na época proibia o porte de armas), medidas desarmamentistas são essencialmente elitistas e discriminatórias.

Políticos e suas famílias são agraciados com seguranças particulares, pagos pelo erário. Bancos e empresas contam com segurança privada, frequentemente armada, para proteger o seu patrimônio. Celebridades e outras pessoas com maior poder aquisitivo (deixando claro que isto não é uma crítica às pessoas mais abastadas) tem condições de contratar seguranças, comprar carros blindados, morar no exterior ou mesmo arcar com os altos custos para manter uma arma legalizada ou obter autorização para portar. Enquanto isso, o trabalhador, o pai e a mãe de família, que tentam criar seus filhos em regiões carentes e inseguras, ficam jogados à própria sorte. No final das contas, quem mais precisaria de uma arma é quem mais sofre provação em relação ao seu direito de se defender.

4. A NRA.

Não tenho qualquer relação ou familiaridade com a NRA.

Como muitos setores da indústria fazem, não há nada que se possa criticar no apoio financeiro por fabricantes e comerciantes de armas. É no Brasil, onde o “lobby” é recriminado, que se verificam os efeitos negativos da influência clandestina de setores da economia no cenário político.

A NRA não é poderosa porque tem o apoio da indústria bélica norte-americana. A NRA, instituição centenária, é poderosa porque conta com mais de 4,5 milhões de membros efetivos e representa os interesses de mais de 50 milhões de lares americanos, que contam com a presença de ao menos uma arma de fogo, além de defender a 2ª Emenda à Constituição, elemento fundamental para a preservação do caráter livre e democrático daquele país.

5. Considerações finais.

A falta de independência da massa jornalística brasileira impressiona e preocupa. Por aqui, são cada vez mais raros os profissionais da imprensa que ainda não se deixaram vestir com a “mordaça” do politicamente correto, que ainda não temem a impopularidade e a reprovação social dos seus colegas.

Superadas as desajeitadas e desrespeitosas acusações e colocações, resta concluir que do seu artigo nada se aproveita. Lembro-me, despretensiosamente, de Shakespeare, e digo que é um texto “repleto de som e de fúria, que não significa nada”.

Todos os dados apresentados acima foram obtidos por meio de extensa pesquisa a notícias, estudos e dados oficiais. Em caso de eventual dúvida, investigue, como devem fazer os jornalistas.


Christopher Stears, 23,
Bachael em direito, colaborador do Movimento Viva Brasil e ativista anti-desarmamento desde os 13 anos de idade.