quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A realidade Versos a Ilusão - Jornalismo Serio x Ideias Vendidas

Ola Amigos

Para entender a resposta do amigo que relata esta brilhante resposta a Sr.a Jornalista eço que leiam as materias dela nos links abaixo e depois a resposta aos mesmos e tirem as suas proprias conclusões.

Extraido Facebook - Movimento Viva Brasil.

Abaixo a excelente resposta enviada à senhora jornalista Lúcia Guimarães (lucia.guimaraes@estadão.com.br ) que por duas vezes defendeu o desarmamento nas páginas do Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,tragedia-pastelao-,992750,0.htm

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nao-adianta-chorar-,974638,0.htm

O texto é relativamente longo, escrito por um amigo muito especial do MVB, mas é contundente!

Prezada Senhora,

Tive a oportunidade de ler o seu artigo intitulado “Tragédia pastelão”.

Tal artigo não foge à regra adotada por aqueles que compartilham de seu posicionamento, recorrendo tão somente a estereótipos e ao uso ilimitado de adjetivos para coibir o leitor de ter a ousadia de discordar das verdades absolutas veiculadas, dotadas de tamanha divindade que prescindem de qualquer comprovação ou embasamento.


Confesso que é difícil identificar exatamente do que discordar em seu artigo, visto que o conjunto de palavras e frases utilizadas não guarda relação fática com absolutamente nada. Me resta discordar do único elemento identificável, qual seja, a sua essência, buscando respaldar-me em fatos para perpetrar tal façanha.

1. Experiências desarmamentistas.

Um breve estudo acerca do tema aponta que, até hoje, todos os experimentos de desarmamento ou restrição à posse de armas por civis, sem exceção, tiveram resultados indesejáveis. Em nenhum país que tenha endurecido as suas leis de armas houve resultados positivos capazes de justificar tal restrição à liberdade individual dos cidadãos. Vejamos alguns casos a seguir.

1.1. Reino Unido.

No Reino Unido, após o trágico massacre de Hungerford, em 1987, foi instituído o 1988 Firearms Act, lei que prescrevia inúmeras restrições quanto à posse de armas de fogo de repetição semiautomática. Ineficiente no combate à psicose, tal lei não impediu a ocorrência do massacre de Dunblane, em 1996, que serviu como oportunidade legislativa para que, durante o primeiro ano de mandato, o Primeiro Ministro Tony Blair instituísse uma nova lei de armas, o 1997 Firearms Act, a qual proibiu também a posse de armas curtas. À época da lei de armas de 1988, a taxa de crimes violentos cometidos na Inglaterra era inferior a 500 por 100.000 habitantes, passando, desde então, a se aproximar a 2.500 por 100.000 habitantes. Após 7 anos de vigência da última lei, os crimes cometidos com armas de fogo já apresentavam um aumento da ordem de 40%.

Mais recentemente, em 2010, houve outro incidente, no condado de Cumbria, deixando 12 mortos, além do algoz, que acabou por cometer suicídio, e 11 feridos, evidenciando que uma das leis de controle de armas mais rígidas do mundo não se presta a impedir tragédias desta natureza. Apesar da comoção gerada, o Primeiro Ministro Britânico, David Cameron, foi categórico ao afirmar que “não se pode legislar contra um surto de loucura”.

1.2. Austrália.

Na Austrália, onde medidas fortemente restritivas foram instituídas em 1996 após o massacre de Port Arthur, o desarmamento tem se mostrado totalmente inócuo, principalmente por não haver naquele país índices de criminalidade muito altos, mesmo antes do controle de armas instituído, o qual não evitou a ocorrência de mais dois massacres, em 2000 e 2002, que juntos, resultaram na morte de 17 pessoas. Mais uma vez, nenhum prejuízo para os criminosos, apenas para os milhares de cidadãos ordeiros, proprietários de armas legais.

1.3. Jamaica.

A Jamaica, onde o desarmamento civil foi instituído na década de 1970, é outro exemplo em que medidas desarmamentistas foram totalmente ineficientes na obtenção de qualquer resultado positivo em relação à taxa de homicídios e crimes violentos, que no caso deste país, continua muito alta, chegando a 58 homicídios por cem mil habitantes.

1.4. Estados Unidos.

Os Estados Unidos, por outro lado, ostentam a maior desregulamentação em relação à posse e uso de armas que se conhece. Estima-se que haja cerca de 270 milhões de armas nas mãos de civis, havendo uma média de pouco menos de 1 arma por habitante. Observa-se, de forma consistente, que nos Estados em que há maior liberdade em relação ao porte de armas, a taxa de homicídio e crimes violentos é, em geral, menor que em relação àqueles onde existem normas mais restritivas.

Desde a sua ascensão ao poder, o Presidente Barack Obama não tem medido esforços para implementar a sua agenda desarmamentista, chagando a promover a embaraçosa operação Fast and Furious. Após a tragédia de Newtown, o seu oportunismo político ficou evidente, com a vulgaridade do choro fingido que marcou o início de sua campanha anti-armas. Vale lembrar que o Federal Assault Weapons Ban, instituído em 1994, o qual promovia restrições semelhantes à atual proposta legislativa discutida naquele país, não foi capaz de evitar o trágico massacre de Columbine.

1.5. Brasil.

No Brasil, a despeito de todas as medidas restritivas instituídas pela Lei nº 9.437, de 1997, o número de homicídios continuou aumentando, atingindo incríveis 50 mil por ano em 2003. O fracasso desta lei em coibir a violência não impediu que o movimento desarmamentista brasileiro, prometendo uma sociedade mais segura, promovesse legislação ainda mais restritiva, a Lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento.

Desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, os apoiadores do desarmamento civil não têm medido esforços na tentativa de atribuir toda e qualquer redução dos índices de criminalidade observados em determinadas localidades a um suposto sucesso das medidas de controle de armas implementadas no país, em contrassenso ao crescente sentimento de insegurança e a o que nos informam os precários dados estatísticos disponíveis. Vale observar que o Estado de Alagoas, que possui o menor número de armas legais em todo o país, é o mais violento. Tal tendência, que não é exclusividade deste Estado, é ignorada pelo Governo Federal, que conta com a cumplicidade da massa jornalística nacional.

Vale lembrar, também, que o Estatuto do Desarmamento não foi capaz de impedir o massacre na escola Tasso da Silveira, que resultou na morte de 12 crianças. Observa-se que tal matança de inocentes somente cessou quando o assassino se viu confrontado por uma pessoa portando, quem diria, uma arma de fogo.

Por último, mas não menos importante, ressalta-se que o Estatuto do Desarmamento é uma lei ilegítima, socialmente desajustada, que teve a sua proposta essencial rejeitada por quase 64% do Eleitorado Brasileiro.

2. O papel das armas nos massacres.

A experiência desarmamentista demonstra ser totalmente inócuo restringir certos tipos de arma ou munição para a persecução de uma sociedade mais segura.

O assassino que promoveu o massacre de Cumbria, em 2010, mencionado acima, utilizou uma espingarda com capacidade para 2 tiros e uma carabina calibre .22 LR. No massacre da Escola Tasso da Silveira, em Realengo, também já mencionado, o assassino utilizou dois velhos revólveres, ambos com capacidade para 6 tiros e com as desvantagens para remuniciamento inerentes de uma arma deste tipo. Uma das armas disparava o moderado calibre .38 SPL e a outra, o anêmico calibre .32 S&WL. Na China (país desarmado pelo ditador Mao Tse Tung), por sua vez, são cada vez mais frequentes os massacres cometidos com facas.

Em qualquer um dos cada vez mais frequentes casos de massacre, resta absolutamente claro que é irrelevante o tipo de arma utilizada. O algoz do massacre de Newtown utilizava um rifle semiautomático com capacidade padrão para 20 tiros, no calibre .223 Rem., capaz de disparar um projétil de 55gr a 3200 pés por segundo. Pouco importa. Ele poderia estar utilizando uma carabina calibre .22 LR, que teria atingido o mesmo resultado. Em todos os casos de massacre com alto número de vítimas, o fator mais importante para o sucesso dos assassinos é sempre a ausência de possibilidades efetivas resistência.

A total vulnerabilidade das vítimas, seja em escolas, cinemas, acampamentos ou outros gun free zones (“zonas sem armas”), ou em países onde o uso legítimo de uma arma de fogo para defesa pessoal é reprimido, é o fator mais atrativo para qualquer psicopata que vise obter um alto número de vítimas.

Quando Wayne LaPierre diz que a única coisa capaz de deter um assassino descontrolado é uma arma de fogo nas mãos de uma pessoa de bem, ele tem toda a razão.

3. Elitismo.

Como bem aponta Suzanna Gratia Hupp, sobrevivente do massacre do Café Luby’s, em 1991, no Texas (Estado norte-americano que na época proibia o porte de armas), medidas desarmamentistas são essencialmente elitistas e discriminatórias.

Políticos e suas famílias são agraciados com seguranças particulares, pagos pelo erário. Bancos e empresas contam com segurança privada, frequentemente armada, para proteger o seu patrimônio. Celebridades e outras pessoas com maior poder aquisitivo (deixando claro que isto não é uma crítica às pessoas mais abastadas) tem condições de contratar seguranças, comprar carros blindados, morar no exterior ou mesmo arcar com os altos custos para manter uma arma legalizada ou obter autorização para portar. Enquanto isso, o trabalhador, o pai e a mãe de família, que tentam criar seus filhos em regiões carentes e inseguras, ficam jogados à própria sorte. No final das contas, quem mais precisaria de uma arma é quem mais sofre provação em relação ao seu direito de se defender.

4. A NRA.

Não tenho qualquer relação ou familiaridade com a NRA.

Como muitos setores da indústria fazem, não há nada que se possa criticar no apoio financeiro por fabricantes e comerciantes de armas. É no Brasil, onde o “lobby” é recriminado, que se verificam os efeitos negativos da influência clandestina de setores da economia no cenário político.

A NRA não é poderosa porque tem o apoio da indústria bélica norte-americana. A NRA, instituição centenária, é poderosa porque conta com mais de 4,5 milhões de membros efetivos e representa os interesses de mais de 50 milhões de lares americanos, que contam com a presença de ao menos uma arma de fogo, além de defender a 2ª Emenda à Constituição, elemento fundamental para a preservação do caráter livre e democrático daquele país.

5. Considerações finais.

A falta de independência da massa jornalística brasileira impressiona e preocupa. Por aqui, são cada vez mais raros os profissionais da imprensa que ainda não se deixaram vestir com a “mordaça” do politicamente correto, que ainda não temem a impopularidade e a reprovação social dos seus colegas.

Superadas as desajeitadas e desrespeitosas acusações e colocações, resta concluir que do seu artigo nada se aproveita. Lembro-me, despretensiosamente, de Shakespeare, e digo que é um texto “repleto de som e de fúria, que não significa nada”.

Todos os dados apresentados acima foram obtidos por meio de extensa pesquisa a notícias, estudos e dados oficiais. Em caso de eventual dúvida, investigue, como devem fazer os jornalistas.


Christopher Stears, 23,
Bachael em direito, colaborador do Movimento Viva Brasil e ativista anti-desarmamento desde os 13 anos de idade.

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